Nesta 11 de abril de 2012, os professores da rede estadual da Bahia entraram em greve depois de várias tentativas de conseguir um acordo com governo para a implementação do Piso Salarial Nacional. Através da APLB-Sindicato, a categoria entrou na luta, como fala a dirigente da entidade, professora Caroline Brito - Foto: Gicult
CAROLINE: A categoria decidiu entrar em greve até que o governo
estadual cumpra com a lei e com o acordo feito – acordo este que foi,
inclusive, assinado pelas autoridades do Estado e representantes
sindicais do magistério -, o qual tem como um dos pontos, o seguinte
texto: " 1. O reajuste salarial do magistério da rede estadual do ensino
fundamental e médio será o mesmo do piso salarial profissional
nacional, nos anos de 2012, 2013 e 2014, a partir de janeiro de cada
ano, incidindo sobre todas as tabelas vigentes". Assim sendo, o reajuste
de 22.22% é para todos e não só para o nível médio e a deflagração da
greve é necessária para o cumprimento do acordo, ressaltando que nós
estamos abertos à negociação. Porém, reiteramos que os valores devem ser
pagos este ano, e não parcelado até o mês de abril, como quer o
governo.
Também temos reivindicações com relação aos funcionários da educação,
que é de refutar a redução da gratificação, que por lei já está
incorporada ao salário e refutar também a não gratificação para aqueles
funcionários que concluíram o profuncionário e Plano de Carreira.
Outras reivindicações como: Pagamento da URV; Concurso publico;
Condições dignas de trabalho; pela qualidade social da educação pública
A participação da comunidade tem melhorado muito, inclusive já ouvi
depoimentos de pais e mães reconhecendo a importância da educação na
vida de seus filhos, e diante disso eles têm buscado de nós
profissionais se inteirar das situações que envolvem a educação pública.
A gestão democrática nas escolas tem ajudado bastante na construção de
uma comunidade mais interessada pelo debate educacional. Engana-se quem
pensa que as pessoas não estão cientes da realidade do seu entorno.
